Colheita: a fase em que os grãos precisam ser protegidos

Estratégias de manejo nesta etapa da safra são fundamentais para evitar perdas quantitativas e qualitativas ao produtor


            A crescente busca por produzir mais e gerar rentabilidade no sistema de produção é um desafio constante dos agricultores. Esse trabalho inicia no planejamento da semeadura, estabelecimento de plantas, manejo dos agentes redutores de produtividade e na gestão das operações de colheita, com vistas a evitar perdas e redução da qualidade do produto final.

            A escalada da produtividade desperta a necessidade de aprimorarmos o processo de colheita e as condições de armazenagem de grãos. Uma característica positiva dos grãos é a possibilidade de serem armazenados por longo período de tempo, sem perdas significativas de qualidade. Entretanto, o armazenamento prolongado só pode ser realizado quando se adotam corretamente as práticas de colheita, limpeza, secagem, combate a insetos e prevenção de fungos.

            Os produtores e técnicos devem integrar a colheita ao sistema de produção e planejar todas as fases, para que o grão colhido apresente bom padrão de qualidade. Nesse sentido, várias etapas, como a implantação da cultura até o transporte, secagem e armazenamento dos grãos, têm de estar diretamente relacionadas.

            Após a colheita, a principal preocupação deve estar relacionada à conservação dos grãos. Estes apresentam altos índices de umidade e impurezas na pós-colheita, sendo necessário realizar um processo de limpeza e secagem anterior ao seu armazenamento.

            No armazenamento os grãos estão sujeitos a diversas transformações, deteriorações e perdas devido a interações entre os fenômenos físicos, químicos e biológicos. Como principais agentes que exercem influência nesse ambiente podemos destacar a temperatura, umidade, disponibilidade de oxigênio, microorganismos, insetos, roedores e pássaros, exige cuidados especiais na secagem e armazenamento.

            No caso da soja, a colheita pode ser iniciada com teores de umidade abaixo de 18% no grão, evitando possíveis danos por excesso de temperatura e chuva no campo. Um fator limitante na soja é a presença de folhas e matéria verde no fim do ciclo, fatores que dificultam a colheita por conta dos teores de umidade alta. Já a colheita com com teores de umidade inferior a 10% no grão podem gerar perdas por danos mecânicos, deteriorando a qualidade e o potencial de armazenamento.

            As maiores perdas de produtividade na soja ocorrem em ambientes com alta frequência de precipitações pluviais, altas temperaturas e elevada radiação solar após a maturidade fisiológica da planta.

Atenção para as principais causas da deterioração de grãos

  • Condições climáticas adversas após a maturidade fisiológica
  • Baixa capacidade de secagem e recepção
  • Colheita em baixos teores de umidade
  • Altos índices de danos mecânicos nos grãos na pós-colheita
  • Ausência de planejamento de colheita associado ao sistema de produção
  • Cultivares com ciclos similares
  • Longas distâncias entre a lavoura e unidade de recebimento
  • Dificuldade de logística eficiente
  • Falta de local apropriado para o armazenamento

Conteúdo produzido exclusivamente para Novo Rural Comunicação, Capacitação e Eventos

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